Na mesa redonda participaram Sandra Akemi Kishi, do Ministério Público Federal, Marcos Sorrentino, professor da Esalq e o secretário municipal de defesa do meio ambiente Rogério Vidal. Cada palestrante teve 20 minutos para expor suas idéias a respeito do tema central “Piracicaba rumo a uma cidade sustentável?”. O mediador do debate foi Renato Morgado, representante da Imaflora.
Marcos Sorrentino: cidadania local e global
Sorrentino defendeu a idéia de que para alcançar a sustentabilidade é necessário desenvolver a cidadania local, ou seja, espalhar as idéias ambientais entre os pequenos grupos de convivência e a cidadania planetária, dando mais legitimidade aos governos estabelecidos. Kishi trouxe exemplos de experiências jurídicas em questões ambientais, dados sobre queimada de cana e sobre a polêmica da construção do presídio em Piracicaba.
A procuradora da república Sandra Akemi Kishi
Vidal usou seu tempo para explorar números e questionar o termo “sustentável” quando se refere a um município, afirmando que não existem indicadores confiáveis sobre o tema. Em contrapartida, mostrou para os presentes em que a prefeitura se baseia atualmente, que é o programa estadual “Município Verde”, do qual a cidade ainda não tem o selo, “mas está muito perto”, afirmou.
O secretário de defesa do meio ambiente Rogério Vidal
Após rodada de perguntas todos concordaram que não é possível querer uma cidade ou um município sustentável ignorando as influências externas e que a tão buscada consciência ecológica tem que ser incentivada nos cidadãos. Vidal ainda prometeu resposta a um dos participantes a respeito do “poder de reivindicação” do cidadão em Piracicaba. Um coquetel encerrou a noite na prefeitura.
Texto: Iuri Domarco Botão (Curso de Jornalismo Unimep)
Fotos: João Lopes (Curso de Jornalismo Unimep)
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